Num dos últimos posts, eu falei que ia levar o Pedro ao teste do olhinho e que depois contava como foi. Isso foi no dia 18 de maio. Desde lá minha vida mudou muito... Vou explicar.
Pedro foi diagnosticado com catarata congênita no olho direito. O teste do olhinho que era para ter sido só mais um teste para meu bebê, revelou um problema que teria que ser resolvido com urgência e com seriedade.
Pois é. Fiquei de-ses-pe-ra-da. Pensei todas as besteiras que uma mãe pode pensar quando o filho está doente, fiquei triste, abalada, chateada, preocupada, mas tinha que ter forças para ajudar meu filho o mais rápido possível, pois assim era necessário.
Seguinte: a catarata congênita é uma doença que precisa de correção cirúrgica, para poder "limpar" o cristalino, para que o bebê consiga ver melhor. A urgência na cirurgia deve-se ao fato de que o bebê aprende sempre e muito rápido a ver, então cada dia sem ver direito é um dia a menos no desenvolvimento da visão.
E ainda tinha a dúvida sobre a colocação ou não da lente intra-ocular. Porque alguns oftalmologistas já recomendam colocar logo e outros não, só depois dos dois anos. E agora? Fazer o quê? Como tomar uma decisão tão séria dessas? A solução foi informação, muita informação. Li, comprei livros, entrei em sites médicos, fui a quatro especialistas, até tomar minha decisão: operar já (essa decisão era unânime a todos) e colocar a lente (3x1 para colocar a lente).
Então foi assim. Pedro se operou no dia 31 de maio, na hora mais longa da minha vida. Teve que tomar anestesia geral, mas já saiu da sala de cirurgia acordado. Meu Deus, que alívio! Eu tava com tanto medo... Ele é tão pequenininho... Só de pensar já me dá vontade de chorar de novo.... Mas ele se saiu super bem! A recuperação tem sido ótima! Já passamos da fase crítica, estamos ainda com muitos cuidados e muitos colírios, mas ele tem se recuperado super bem.
Vai ter que fazer fisioterapia ocular duas vezes por semana por um bom tempo e usar óculos, mas tudo dentro da normalidade pro caso dele. Como disse a médica dele, isso não é o mais importante para ele como ser humano. Ele vai ser um menino normal, com uma vida completamente normal e saúde para viver tudo que a vida oferece. Quando ela me disse isso, me tranquilizou muito.
É um assunto ainda dolorido para mim, não é fácil ver um filho seu doente, mas graças a Deus conseguimos oferecer para ele um tratamento adequado no prazo certo e os cuidados necessários. E muito, mas muito amor.
E hoje, que ele completa três meses, só quero aqui dizer o quanto eu o amo, o quanto minha vida é melhor por ele existir e que eu vou estar do lado dele pro que der e vier...Te amo, meu bebê.
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