Na quinta tive uma conversa muito boa com uma mãe cuja filha teve o mesmo problema do Pedro. Nós nos conhecemos através do pediatra, que me deu o telefone dela para podermos conversar e para que pudéssemos nos ajudar. Na hora achei de cara uma ótima ideia, e foi mesmo. Antes da cirurgia do Pedro, ela me ajudou muito a me preparar para o pós-operatório, alertando para como ele ficaria (enjoadinho), dos colírios (de instante em instante) e principalmente do cuidado que teria que ter com a estimulação visual dele.
Passada a cirurgia, quase um mês depois, passada mais a preocupação com a cirurgia em si, achei que seria bom conversar com ela novamente. Para aprender. E aprendi muito.
Marcamos de nos encontrar na casa dela, porque ela queria me mostrar todas as coisas que ela tem para estimulação, para que eu conhecesse a filha dela e a gente pudesse conversar com calma. Para minha surpresa chego lá e já a conhecia! A filha mais velha dela foi da sala da Gabi no semestre passado (esse ano ela mudou de colégio).
Ela me mostrou tudo que a filha tem: objetos coloridos, as fichas que a terapeuta usa em casa, as lanternas, as pecinhas coloridas, enfim, todos os objetos que ela usa para estimular a visão dela.
Também me mostrou o óculos super sensacional que a filha tem, comprado em SP: de silicone, leve, confortável, flexível, ideal para um bebê. A dica da ótica em SP foi ótima também.
Ela me mostrou todos os exames feitos, a periodicidade, a metodologia usada pela terapeuta em SP (ela operou a filha lá e por isso vai sempre para as consultas de rotina, inclusive com a terapeuta visual, para dar instruções de como fazer a estimulação em casa).
Foi muito interessante, muito mesmo. Ela me mostrou uma força e uma persistência que eu, como mãe, preciso ter para que a visão do Pedro fique realmente boa. Então me sinto super agradecida por ela ter aberto sua casa e me ajudado tanto.
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