Nesse final de semana, apesar de toda a ansiedade pelo nascimento do Felipe, tivemos uma conversa séria sobre o tratamento do Pedro. Eu estava achando ele muito estrábico, sem querer usar tampão, estas coisas. E pra completar, ele também anda meio desobediente, respondendo e mordendo quando contrariado.
Combinamos, então, de ter uma reunião com a fisioterapeuta dele sobre tudo isso. Tivemos uma conversa muito boa, longa, mas proveitosa, sobre tudo que engloba o Pedro.
Colocamos algumas questões como: aumento do estrabismo, falta de concentração na fisioterapia, "rebeldia" excessiva no uso do tampão, um pouco de falta de limites, como lidar com estes desafios que lhe são impostos todos os dias mesmo ele sendo tão novinho, duração do tratamento, novos encaminhamentos.
As respostas que tivemos, resumindo, foram:
- temos que aumentar a disciplina dele. Apesar de ser muito novinho, por todo o estímulo que ele tem e pelas obrigações que lhe são impostas, como o uso do tampão e a fisioterapia, tem que primar pela disciplina. E, se for o caso, tem que usar mesmo o instrumento do castigo. O banquinho do pensamento tem que existir, para que ele entenda que ações como tirar o tampão, morder amigos, responder, bater perna, etc., têm consequências.
- Outras sugestões: suspender o Ipad.Nem entendi muito bem, porque não o acho muito viciado, mas a fisioterapeuta acha, então vamos fazer o teste por um mês.
- Cirurgia para estrabismo: ela ia conversar com a oftalmologista sobre o possível uso do botox, mas a doutora avisou que no final de junho vai avaliar, mas que o caso talvez seja cirúrgico.
- Desafios: o tratamento é mesmo até por volta dos oito anos. Não tem muito jeito de inovar, porque o exercício é mesmo de repetição, ela inova o quanto pode. O resto é repetição mesmo, bastar ver as sessões de fisioterapia para lesões musculares para ver como são chatas (repetitivas). Ele é que tem que entender a importância e se concentrar.
- Neste mês de maio continuaremos com três sessões, no mês de junho baixaremos para duas sessões, porque a fisioterapeuta considera suficiente.
A nota geral dele, segundo ela, para o tratamento, foi de 7,5. Não foi melhor porque ele ainda desvia, tem o nistagma de refixação, esta falta de concentração.
De resto, estamos no caminho certo! A preocupação mantém-se sempre, mas com acompanhamento de perto nosso (leia-se reuniões mais frequentes com a equipe que o acompanha), chegaremos lá. Sou otimista, mas por isso mesmo preciso me policiar para não deixar por menos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário