Uma graça, de engraçado mesmo, mas também de ser um serzinho humano doce, apesar de zangado, meio apesar de tinhoso.
Por exemplo, quando ele acorda e vê que está sozinho no quarto, são cinco minutos, pelo menos, chorando. A gente tenta de tudo para ele se acalmar. Tem jeito não.
Se algo contraria ele, se joga de joelhos no chão.
Para ir pro colégio, ele quer apertar o botão do elevador, subir no carro sozinho, subir na cadeirinha. Só não coloca o cinto porque não consegue, apesar de ter tentado. Ao chegar lá, quer descer da cadeirinha, sair do carro, levar a mochila, andar pela calçada e atravessar a rua. Sozinho. Eu e os porteiros do colégio já temos o discurso ensaiado: o tio Marinho e o tio Fábio não deixam criança andar sozinha pela calçada. Aí, muito contrariado, ele cede.
Maaaaaass, ao mesmo tempo, ele adora um chameguinho, adora tomar banho junto com a gente, adora sair com a gente pra qualquer lugar e ao ver que estamos nos aproximando de casa, já começa a dizer: quero ir pra casa, não!
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